Conheça ‘Amelia’: a aluna britânica gerada por IA que é uma estrela de mídia social de extrema-direita

Conheça ‘Amelia’: a aluna britânica gerada por IA que é uma estrela de mídia social de extrema-direita

2026-01-29technology
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Bela
Olá tornec23, eu sou a Bela e este é o Goose Pod para você. Hoje é sexta-feira, dia 30 de janeiro, às zero horas e trinta e sete minutos. É um prazer imenso ter a sua companhia nesta madrugada para conversarmos sobre tecnologia e sociedade.
Sílvio
Ma oe! Bem-vindos! Eu sou o Sílvio e hoje vamos falar sobre a Amelia, essa menina de cabelo roxo que está dando o que falar na internet, gracinha! Quem quer saber o que essa inteligência artificial anda aprontando? Vem pra cá, que o assunto é quente!
Bela
Gracinha, você precisa entender o tamanho desse fenômeno. A Amelia não é apenas um desenho, ela se tornou uma ferramenta de propaganda política nas mãos de anônimos. Ela é descrita como uma garota gótica de cabelos roxos que, em seus vídeos, destila um preconceito muito pesado contra minorias e imigrantes.
Sílvio
Ma oe! É uma coisa de louco! Ela aparece em cenários reais, como se estivesse caminhando por Londres ou dentro do Parlamento, criticando o que ela chama de erosão dos valores britânicos. E o mais incrível é que ela é totalmente gerada por computador, uma criação digital autêntica!
Bela
Exatamente, meu amor. E o uso da ferramenta Grok, do X, facilitou muito isso. Estima-se que essa inteligência artificial possa ter produzido milhões de imagens problemáticas em um curtíssimo espaço de tempo. A Amelia se tornou um meme viral que rompeu as bolhas da internet e chegou ao grande público.
Sílvio
Quem quer dinheiro? Porque até isso entrou na jogada! Inventaram uma criptomoeda com o nome dela, acredita? As pessoas estão tentando lucrar com a fama dessa personagem. O engajamento é tão alto que até figuras famosas, como o dono da plataforma, acabam impulsionando esse tipo de conteúdo abusivo.
Bela
É uma situação muito complexa, gracinha. A Amelia é usada em montagens com personagens famosos, como Harry Potter, sempre acompanhada de uma linguagem de extrema-direita. Isso cria uma familiaridade perigosa para quem consome o conteúdo, misturando cultura pop com discursos de ódio de uma forma muito sedutora e visual.
Sílvio
Ma oe! E não para por aí! A velocidade com que essas postagens cresceram é assustadora. Passamos de algumas centenas de menções por dia para mais de dez mil em menos de uma semana. É uma avalanche digital que as autoridades ainda não sabem como segurar, vale tudo por engajamento!
Bela
Pois é, meu amor. O que começou como uma tentativa de educar jovens acabou sendo sequestrado por grupos que viram na estética da Amelia uma forma perfeita de espalhar suas ideias. É a inteligência artificial sendo usada para dar um rosto jovem e moderno a preconceitos muito antigos e perigosos.
Sílvio
É o que eu sempre digo, o auditório gosta de novidade! Mas essa novidade traz um risco enorme para todos nós. A Amelia é o exemplo perfeito de como a tecnologia pode ser subvertida. O que era para ser um aviso virou um estandarte para quem quer propagar divisões.
Bela
Agora, meu amor, a parte mais curiosa é a origem de tudo isso. A Amelia nasceu dentro de um projeto chamado Pathways, que foi financiado pelo Ministério do Interior do Reino Unido. Eles queriam uma ferramenta pedagógica para as escolas, algo que falasse a linguagem visual dos adolescentes de hoje.
Sílvio
Ma oe! O governo pagou por isso? É o que eu digo, o dinheiro público às vezes toma caminhos muito estranhos! O jogo foi criado por uma empresa chamada Shout Out UK, com a intenção de ser um romance visual educativo para mostrar os perigos da radicalização online entre jovens.
Bela
Isso mesmo, gracinha. No jogo, a Amelia era para ser a antagonista, a vilã que tentava recrutar o jogador para protestos extremistas. Ela foi desenhada com esse visual gótico, de cabelo roxo e choker, para parecer uma adolescente comum, mas com ideias que o jogo classificava como prejudiciais e perigosas.
Sílvio
Vale tudo por um bom personagem! Mas o tiro saiu pela culatra, não foi? Os jovens e os grupos de internet olharam para a Amelia e, em vez de sentirem repulsa, acharam a personagem atraente e interessante. Eles ignoraram a mensagem educativa e abraçaram com força a estética da garota.
Bela
Foi uma falha de percepção enorme, meu amor. Os criadores não previram que a internet tem essa tendência de se apaixonar por vilões, especialmente se eles tiverem um visual marcante. O que era para ser um exemplo negativo virou um ícone de admiração em fóruns de discussão e redes sociais.
Sílvio
Ma oe! O pessoal do governo deve estar arrependido! O jogo Pathways tentava simular situações reais, onde o jogador precisava decidir se baixava conteúdo extremista ou se seguia a Amelia em um comício. Se fizesse as escolhas erradas, o personagem do jogo acabava sendo encaminhado para programas oficiais antiterrorismo.
Bela
Exatamente, gracinha. E foi essa tentativa de controle que gerou revolta em alguns setores da internet. Muitos críticos disseram que o jogo tentava demonizar jovens que simplesmente tinham dúvidas sobre políticas de imigração, rotulando-os como extremistas muito rápido. Isso criou um sentimento de resistência que alimentou a fama dela.
Sílvio
É a velha história, quem não gosta de ser mandado acaba fazendo o contrário! A subversão da personagem foi completa. Em vez de ser o rosto do perigo, ela virou o rosto da rebeldia contra o sistema. E agora, os criadores estão tentando explicar que o jogo era educativo.
Bela
Pois é, meu amor. O fundador da empresa que criou o jogo, Matteo Bergamini, disse que houve muita deturpação. Ele insiste que o jogo não diz que questionar a migração é errado, mas sim como o extremismo se aproveita dessas dúvidas. Mas na internet, a nuance se perde fácil.
Sílvio
Ma oe! Na rede social só sobra o meme! O resultado é que a Amelia agora pertence ao mundo digital e não mais ao governo britânico. É uma lição dura para quem tenta usar a cultura pop para fazer educação sem entender as regras do jogo no ambiente da internet.
Bela
Com certeza, gracinha. Esse caso mostra que, quando você cria uma figura digital cativante, você perde o controle sobre como ela será usada. A Amelia agora é uma estrela internacional, longe dos objetivos iniciais de quem a desenhou pela primeira vez em um escritório frio e chuvoso na Inglaterra.
Sílvio
Ma oe! É uma briga de gigantes! Quem quer dinheiro? Porque as plataformas lucram com o engajamento, e nada gera mais engajamento do que uma polêmica ou um discurso inflamado. O problema é que a inteligência artificial facilita a criação de conteúdos que antes levariam horas para serem produzidos.
Bela
O grande embate aqui, meu amor, é sobre o papel das plataformas na moderação desse tipo de conteúdo. Por um lado, temos empresas que defendem uma liberdade de expressão quase absoluta. Por outro, vemos como essa liberdade pode ser usada para espalhar desinformação e ódio de forma automatizada.
Sílvio
Vale tudo por um clique, mas a que custo? Existe uma discussão jurídica muito forte sobre a responsabilidade dessas empresas pelo que os usuários postam. É a famosa Seção duzentos e trinta, que protege os sites, mas que muitos dizem estar totalmente defasada para a era da inteligência artificial.
Bela
Exatamente, gracinha. O desafio técnico é imenso. As IAs muitas vezes não entendem sarcasmo ou contexto cultural. Elas simplesmente replicam padrões. Se o algoritmo percebe que imagens da Amelia geram cliques, ele vai continuar sugerindo e permitindo que novas versões sejam criadas, ignorando o impacto social profundo.
Sílvio
Ma oe! É o que chamam de guerra de desinformação! A Amelia é apenas a ponta do iceberg. O conflito real é entre o avanço tecnológico descontrolado e a nossa capacidade de criar regras que protejam a sociedade sem destruir a inovação. É uma corda bamba muito difícil, não acha?
Bela
Pois é, meu amor. E não podemos esquecer que grupos extremistas são muito rápidos em se adaptar. Eles usam o humor e a estética jovem para camuflar mensagens perigosas. Quando a moderação tenta agir, eles alegam censura, criando um ciclo de vitimização que atrai ainda mais seguidores.
Sílvio
É o que eu sempre digo, o auditório quer ser entretido! Mas esse entretenimento tem um lado sombrio. Enquanto os reguladores discutem leis complexas, a personagem continua circulando e influenciando milhares de mentes jovens ao redor do mundo de forma silenciosa e muito eficaz, vale tudo por dinheiro!
Bela
Gracinha, a verdade é que ninguém tem a resposta definitiva ainda. O caso da Amelia expôs as feridas abertas na gestão das redes sociais modernas. É um dilema que envolve ética, tecnologia e o futuro da nossa comunicação em sociedade. Precisamos estar muito atentos a esses movimentos digitais.
Bela
O impacto dessa história é muito real e doloroso, meu amor. A equipe que criou o jogo original, a Shout Out UK, começou a receber uma enxurrada de e-mails de ódio e até ameaças físicas graves. Imagine só, tentar ajudar a sociedade e acabar sendo alvo de perseguição digital.
Sílvio
Ma oe! Isso é lamentável! A gente vê que a monetização do ódio funciona de verdade. Tem gente ganhando muito dinheiro com essas criptomoedas da Amelia, enquanto quem tentou fazer algo positivo está sofrendo as consequências. É um mundo de cabeça para baixo, onde o vilão é premiado!
Bela
Além disso, gracinha, o impacto nos jovens é preocupante. A Amelia foi desenhada para atrair quase exclusivamente o público masculino jovem. Ao sexualizar a imagem dela e misturá-la com discursos de ódio, esses grupos estão criando uma porta de entrada sedutora para ideologias extremistas que podem destruir vidas.
Sílvio
Vale tudo por dinheiro e por poder! O impacto social é a polarização extrema. As comunidades se fecham em bolhas onde a Amelia é vista como uma heroína da liberdade, e qualquer tentativa de moderação é vista como um ataque pessoal. Isso dificulta qualquer diálogo racional sobre temas importantes.
Bela
É um cenário desolador, meu amor. A tecnologia que deveria nos conectar está sendo usada para cavar fossos ainda mais profundos entre as pessoas. A Amelia é o símbolo de uma nova era onde a realidade e a ficção gerada por IA se misturam para servir a interesses obscuros.
Sílvio
Ma oe! É verdade! E o pior é que isso se espalha mundialmente em segundos. Um meme criado no Reino Unido afeta pessoas no Brasil, nos Estados Unidos e em todo lugar. O impacto é global e as ferramentas de controle são locais e lentas demais para reagir.
Bela
E o que o futuro nos reserva, gracinha? Especialistas dizem que precisamos de uma mudança radical na forma como encaramos a inteligência artificial. Não basta apenas criar leis; precisamos de educação para que as pessoas consigam identificar quando estão sendo manipuladas por um avatar digital com segundas intenções.
Sílvio
Ma oe! O futuro vai exigir muito mais de nós! A União Europeia já está se movimentando para criar o Ato da Inteligência Artificial, tentando colocar freios em ferramentas que geram deepfakes ou conteúdos de ódio. O desafio será ver se essas leis conseguem acompanhar a velocidade tecnológica.
Bela
Pois é, meu amor. O futuro da convivência digital depende de um equilíbrio entre o poder das máquinas e a ética humana. Se deixarmos os algoritmos decidirem sozinhos o que é relevante, corremos o risco de sermos governados por memes. Precisamos retomar as rédeas dessa carruagem tecnológica urgente.
Sílvio
Vale tudo por um futuro melhor! Mas precisamos de humanos no controle, especialmente em decisões que afetam a segurança e os valores da nossa sociedade. A Amelia foi um aviso, agora resta saber se vamos aprender a lição antes que o próximo meme viral apareça por aí!
Bela
Chegamos ao fim da nossa conversa de hoje. Muito obrigada por ouvir o Goose Pod, tornec23. Foi um prazer imenso passar esses minutos com você, meu amor. Espero que você tenha gostado e que essas reflexões te acompanhem. Um beijo e até a próxima!
Sílvio
Ma oe! Obrigado pela audiência, tornec23! Vale tudo pela informação de qualidade! Fiquem ligados porque o mundo não para e a gente volta com mais novidades em breve. Tchau, tchau, pessoal! Quem quer mais Goose Pod amanhã? Eu quero!

O episódio discute 'Amelia', uma IA britânica que se tornou estrela de mídia social de extrema-direita. Criada inicialmente para educação contra radicalização, a personagem gótica de cabelo roxo foi subvertida e usada para disseminar ódio e preconceito contra minorias. O podcast explora o uso de IA na propaganda, a monetização do ódio e a falta de controle das plataformas sobre conteúdos gerados.

Meet ‘Amelia’: the AI-generated British schoolgirl who is a far-right social media star

Read original at The Guardian

In certain corners of the internet, on niche news feeds and algorithms, an AI-generated British schoolgirl has emerged as something of a phenomenon.Her name is Amelia, a purple-haired “goth girl” who proudly carries a mini union flag and appears to have a penchant for racism.If you are unfamiliar with Amelia, the chances are you will soon encounter one viral meme or another inspired by her on Facebook or X, where her reputation is growing.

Videos of Amelia typically feature her walking through London, or the House of Commons, declaring her love for England and warning of the dangers of “militant Muslims” or “third-world migrants”. In one clip she is harangued by bearded man in Islamic attire for eating a pork sausage.The message is one well rehearsed on far-right social media, but it is the AI invention of Amelia that has made her endlessly adaptable, creating a viral internet trend that anyone with access to a mainstream chatbot can take part in.

Users of X have turned to its Grok AI tool to create so many Amelia memes, she is now breaking out of niche online silos.The origins of the character are ironic, to say they least. An early iteration of Amelia began life in a counter-extremism video game funded by the UK Home Office and created to deter young people aged 13-18 from being attracted to far right extremism in Yorkshire.

AI-generated Amelia far-right meme – videoPathways: Navigating the Internet and Extremism is a simple multiple choice format game with basic animation. Its players are taken on a journey as characters at a college. They are invited to make decisions in scenarios including whether or download potentially extremist content or join an Amelia character on a rally organised by “a small political group” protesting against changes in society and the “erosion in British values”.

Certain scenarios simulated in the game result in a referral under the British government’s Prevent counter-terrorism programme.However, it is a subversion of the Amelia character that has exploded across social media channels in a way that has astonished even the creators of the original game.Among the plethora of increasingly sophisticated AI-generated iterations are a Manga-style Amelia, a Wallace and Gromit version and AI-generated “real life” encounters between her and the characters of Father Ted or Harry Potter, accompanied by racist language and far-right messaging.

Analysis provided to the Guardian by Peryton Intelligence, a UK company that monitors disinformation, indicated that an anonymous account known for skilfully disseminating far-right messaging started the Amelia meme on X on 9 January with a post that has since been viewed 1.4m times.The volume of “Ameliaposting” has since gone from an average of 500 a day when that account first introduced it to the world to roughly 10,000, starting on 15 January as it hit international audiences.

On Wednesday, it hit 11,137 posts on X alone.In one of the most surreal twists, an Amelia cryptocurrency has emerged, with social media users seeking to leverage its value on the meme’s rising profile. On Wednesday, Elon Musk retweeted an X account promoting an Amelia cryptocurrency token.“What we’re seeing is the monetisation of hate,” said Matteo Bergamini, the founder and CEO of Shout Out UK, a political and media literacy training company that created the original game.

“We’ve seen Telegram groups all messaging each other in Chinese about the meme coin and talking about how to artificially inflate its value, so a lot of money is being made.”The company itself has been the target of a deluge of hate mail, including threats that have now been reported to the police.Bergamini points out that the original initiative was never meant to be a stand-alone game.

Rather, it was intended to be used in the classrooms alongside a suite of teaching resources, a fact he says coverage and commentary has ignored.“There has been a lot of misrepresentation unfortunately,” he said. “The game does not state, for example, that questioning mass migration is inherently wrong.

”Others have suggested the initiative had backfired, not least by casting a “cute goth girl” as a negative character, leading to her inadvertently becoming a focus of admiration. But Bergamini said the game – which used feedback from focus groups with young people and was developed with a specific local threat picture in mind – continued to be used and feedback from schools and others was positive.

Nevertheless, the speed and sophistication surrounding the creation of supposedly subversive Amelia memes online has taken him by surprise.“This experience has shown us why this work is so immensely important, but also gives us pause for thought about our safety in conducting this work due to the highly sophisticated coordination of those who profit from hate,” he said.

Siddharth Venkataramakrishnan, an analyst at the Institute for Strategic Dialogue (ISD), said: “We have seen the meme having a remarkable spread and proliferating among the far right and beyond, but what’s also been of note is how it is now international.“In a way it gets to the heart of what we might term the ‘dissident’ far-right – individuals who position themselves outside of the mainstream political scene – whether that’s ‘shitposters’ who are just into provoking, others who are in twee memes.

A whole ecosystem has embraced it. Clearly, the sexualised imagery is also key to this. The target audience is almost exclusively young men.”The Home Office said Prevent had diverted nearly 6,000 people away from violent ideologies. It added that projects such as the Pathways game were designed to target local radicalisation risks and were created and delivered independently of government.

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